Atividades realizadas

O GEPEA, Grupo de Estudos e Pesquisas Sobre Alagoinhas foi fundado a 13 de março de 2014. A proposta de criação do Grupo foi feita pela professora Eliana Evangelista Batista a um conjunto de professores pesquisadores reunidos no Centro de Documentação e Memória de Alagoinhas-CENDOMA para tal fim. Concebido inicialmente como CEPEA, Centro de Estudos e Pesquisas Sobre Alagoinhas, o objetivo do Grupo era compartilhar, de forma democrática e didática, as pesquisas realizadas em âmbito acadêmico que tomavam a cidade de Alagoinhas e região como objeto de reflexão, reunindo e promovendo o debate entre pesquisadores, estudantes de Graduação e Pós-Graduação e a comunidade.

A ideia era promover encontros não apenas com colegas de profissão, mas com pesquisadores de ofício, e, principalmente, com pesquisadores dispostos a não engavetar o conhecimento que reuniram em função de suas pesquisas e do tempo passado/vivido nos arquivos revirando documentos empoeirados para escrever a história da cidade. Seria necessário, portanto, criar um evento específico para essa socialização, visando participação da comunidade, especialmente a estudantil e os professores da Rede Básica de Ensino. Assim, na data de fundação o GEPEA ficou dividido em três vertentes de pesquisa: Linha Ferroviária e Relações Sociais; Memória, Literatura e Identidade Cultural e Política, Relação de Poder e Região. Entre os nossos objetivos podemos listar: Reunir e promover o debate entre pesquisadores da cidade de Alagoinhas;  Oferecer subsídios teóricos e metodológicos para o ensino de História, de Literatura, de Geografia e de Artes na cidade e região; Possibilitar novas perspectivas de apreensão dos acontecimentos históricos dos séculos XIX, XX e XXI incentivando o diálogo com o livro didático; Disponibilizar novas fontes de pesquisa para abordagem dessas matérias nas escolas locais; Conhecer, investigar e fomentar a produção literária na cidade; Desenvolver projetos de pesquisas e apoiar pesquisadores;
Publicar material didático.

É certo que a ideia de criação do GEPEA, fruto da experiência de um Mestrado em História Regional e Local, foi bem anterior a data de sua fundação, mas, somente em 2013 conseguimos estruturar as nossas atividades quando criamos o projeto do Café Cultural e apresentamos à Fundação Iraci Gama de Cultura.  O projeto foi acatado e tornou-se programação fixa da Instituição, programada para ser realizada duas vezes ao ano, durante a Semana e a Primavera de Museus, respectivamente em maio e setembro dos anos de 2014, 2015 e 2016, quando foi realizada a sétima edição do evento.

Na primeira edição do Café Cultural, Contando e Cantando Alagoinhas, em dezembro de 2013, reunimos vinte pesquisadores. Nove formados em História e onze com formação em Letras e Literatura, além da participação da professora Iraci Gama Santa Luzia que também faz parte do Grupo e coordenava a terceira linha de pesquisa à época. Desse encontro surgiu a ideia de publicação de uma coletânea de textos sobre a cidade, cujo projeto intitulamos História, Literatura e Memória de Alagoinhas. O projeto foi aprovado pelo Conselho de Cultura de Alagoinhas e o lançamento da primeira etapa, a impressão do livro Alagoinhas: história e historiografia foi feito em 2015.

Em março e abril de 2014 realizamos a segunda edição do Café Cultural com o tema “50 anos do Golpe de 1964: impasses e consequências na sociedade de Alagoinhas”. Na oportunidade discutimos acerca dos impactos e desdobramentos dessa experiência na cidade. Realizamos a 31 de março uma aula pública na Praça de Alimentação da Praça Ruy Barbosa. Ministrada por Eliana Batista, Ede Ricardo Soares e Moisés Moraes, a aula contou com a presença de estudantes de escolas públicas e particulares, acompanhados dos respectivos professores.

A produção de cartazes dos alunos foi exposta no dia 01 de abril, na Câmara Municipal de vereadores onde ocorreu a segunda metade do evento, no dia 01 de abril. Aí, realizamos a Sessão Café com Letras, com a apresentação de pesquisas versavam sobre os desdobramentos do Golpe de 1964 em nossa cidade dos professores Ede Ricardo de Assis Soares, Moisés Moraes e Jonathas Pereira. Em um segundo momento, pudemos refletir sobre esse período a partir de depoimento de pessoas que o vivenciaram. Realizamos, então, uma Sessão Especial presidida pela professora Iraci Gama santa Luzia que a conduziu até o momento em que o presidente da Casa entregou aos familiares o documento de revogação da Resolução 62/64, que cassou os direitos políticos de Esmeraldino Canízio e Otoniel Lira Gomes, em 1964. 

Ainda em 2014, no mês de agosto, elaboramos e apresentamos a Câmara de Vereadores de Alagoinhas, através do CENDOMA, um projeto intitulado O Poder Legislativo em Alagoinhas: Identificação e atuação política (1853/2014), cujo objetivo era identificar todos os vereadores que atuaram na Casa desde o ano de 1853 ao ano de 2014. Parte desse projeto já foi realizado por pesquisadores ligados ao GEPEA, mas, infelizmente, apesar das diversas tentativas o texto nunca foi apreciado pelos edis e não chegou a ser votado. Apesar disso, a pesquisa está em curso, ao menos para o período que corresponde aos anos de 1930 a 1950.

Ainda em agosto de 2014 apresentamos ao Instituo Geográfico e Histórico Brasileiro IGHB, também através do CENDOMA, um projeto pedindo autorização para a digitalização de todos os jornais de Alagoinhas que estão sob a guarda daquela Instituição. O interesse maior era pela cópia do jornal Correio de Alagoinhas, mas fizemos cópias também do jornal O Popular, Pátria Baiana, restando apenas o Alagoinhas Jornal. Esse trabalho tem uma importância ímpar para os pesquisadores locais, pois cada registro fotográfico no IGHB custa cerca de R$ 1,50 e todo material pode agora, ser consultado no CENDOMA sem esses custos.

Em setembro de 2014 realizamos o 3º Café Cultural da FIGAM intitulado Ferrovia em Alagoinhas: nossa história, nossa gente, realizado entre os dias 22 e 28 de setembro como parte da Programação da 8ª Primavera de Museus. O tema escolhido para o evento foi muito em função de outras atividades que já haviam sido desenvolvidas na FIGAM no ano de 2014, a exemplo da 12ª Semana de Museus e do 2º Fórum Contra a Desativação da Ferrovia, nos quais discutimos e combatemos a Resolução de nº 4.131/2013 da ANTT, que determinava a desativação do Trecho Ferroviário que passa pela cidade de Alagoinhas.

Definido o tema, realizamos internamente, e com membros do GEPEA uma série de reuniões visando organizar a nossa programação. O nome do professor Robério de Souza foi indicado e acolhido para realizar a conferência de abertura da nossa Sessão Café Com Letras em razão da proximidade da temática que ele pesquisa e, sobretudo, por ser um pesquisador de Alagoinhas, nascido e criado no Barreiro, e ainda por ter iniciado as suas pesquisas no arquivo do CENDOMA. O objetivo era discutir a contribuição da Ferrovia para o desenvolvimento urbano, econômico, político e cultural da cidade de Alagoinhas nos séculos XIX e XX.

Em outubro de 2014 elaboramos um projeto visando parceria com a UNEB no que se refere à transformação da FIGAM numa espécie de “Escola de Aplicação” para os estudantes de graduação e Pós-Graduação que precisam ter contato com a fonte primária de sua pesquisa, ou que tenha interesse em ministrar aulas, promover minicursos, produzir material didático ou desenvolver atividades diversificadas que envolvam a educação. A FIGAM e o CENDOMA tem uma documentação importante. Embora o GEPEA seja independente da FIGAM, pois a sua produção intelectual não depende, em última instância, da Instituição, reconhece a importância do material que está sob a guarda da Fundação e do Centro de Documentação e Memória de Alagoinhas, e entende, sobretudo, a necessidade de preservá-lo como parte fundamental da preservação de nossa história e memória e da pesquisa que se quer realizar para conhecer melhor a cidade.

Findamos o ano de 2014 fazendo os registros dos jornais no IGHB e promovendo, no dia 29 de dezembro, um encontro no CENDOMA cuja temática foi Memória: teoria e prática de um fenômeno social que trouxe o doutorando Carlos Nassaro Araujo da Paixão para discutir acerca das elaborações das memórias construídas em torno da Igreja inacabada de Alagoinhas Velha.

Em 2015 o GEPEA organizou-se em torno de um objetivo: refletir sobre as identidades culturais de Alagoinhas. A nossa primeira reunião foi realizada ainda em fevereiro, momento em que resolvemos abordar o tema n 3º Café Cultural da FIGAM. O nosso interesse, além de debater o tema ao nível local, era preparar a Instituição para participar da 13 ª Semana de Museus que ocorre todo ano em maio, em todo o Brasil. Essa reunião foi importante, pois nesse momento organizamos o calendário de pesquisas do GEPEA para todo o ano. No encontro do dia 06, portanto, deliberamos também que todas as ações dessa atividade seriam registradas e reunidas num dossiê temático a ser divulgado na 1ª Edição da Revista Histórias e Outras Narrativas, um projeto do GEPEA ainda não realizado.

No dia 23 de abril de 2015 fizemos o lançamento do livro Alagoinhas: Histórias e Historiografia, publicado com o selo da Biblioteca Nacional para a Fundação Iraci Gama como Editora e com o patrocínio do Fundo de Cultura do Sistema Municipal de Políticas Culturais. Os textos da obra foram revisados e organizados pela Doutoranda Eliana Evangelista Batista e teve o livro prefaciado pelo Doutor Paulo Santos do Curso de História da UNEB/Alagoinhas. O evento de lançamento contou com a presença dos autores dos textos e os valores arrecadados com a venda foram convertidos em novas produções acadêmicas/culturais passadas gratuitamente à comunidade.

Os textos reunidos no livro Alagoinhas: Histórias e Historiografia apresentam um tema em comum: a cidade de Alagoinhas, Bahia. Fruto de pesquisas em nível de Pós-Graduação dos membros do Grupo de Estudos e Pesquisas Sobre Alagoinhas (GEPEA), e de professores convidados, este volume permite compreender a história desta cidade em suas múltiplas facetas: a urbanização, a política, os trabalhadores e os intelectuais. Interpelados por diferentes autores, atentos a uma visão de conjunto, as questões abordadas converteram-se nesta primeira obra de história sobre a cidade de Alagoinhas. Com base em teorias e métodos específicos da operação historiográfica, os autores, ao analisar uma realidade local, não perderam de vista os desdobramentos de seus temas de investigação, o que permite compreender acontecimentos históricos do século XIX e XX, em suas dimensões particulares e em suas articulações com a história nacional e internacional.

Em maio de 2015 realizamos na FIGAM o Café Cultural com o tema “As identidades culturais de Alagoinhas: afinal, quem somos nós?”. Em sua quarta edição, o Café Cultural teve como propósito a reflexão sobre as nossas origens, e o GEPEA apresentou às Escolas Públicas da cidade, especialmente ao Colégio Maria José Bastos, Colégio Deputado Luís Eduardo Magalhães, do Barreiro e ao Colégio Luís Navarro de Brito, um projeto de estudo com objetivo de levantar essa discussão junto a alunos e professores.

As reuniões e o planejamento para o evento foram iniciadas em fevereiro de 2015, e a partir de abril, os integrantes do GEPEA começaram as visitas em sala de aula, sempre acompanhados pelas professoras da turma. No total, foram mais de 200 alunos (dos 7º e 8º anos do Ensino Fundamental, e do 1º e 3º anos do Ensino Médio) beneficiados com o projeto.

No primeiro momento, os alunos receberam xerox de textos paradidáticos, que discutiam a formação das identidades dos indivíduos. Esses textos foram produzidos pelos integrantes do GEPEA. A segunda etapa foi de debate e reflexão em sala de aula, com produção de vídeos, cartazes e poemas. Por fim, fizemos a culminância e o encontro das escolas na sede da Fundação, momento em que os alunos e as professoras, que reunidos somavam 71, puderam tirar dúvidas com dois representantes de nossas matrizes étnicas, Joaquim Jibadê, representando o povo de Santo e a nossa descendência negra e Litho Silva, representando os saberes e fazeres indígenas e o seu legado cultural para Alagoinhas.

Além de refletir sobre as identidades culturais de Alagoinhas com base nos pressupostos étnicos, o Café Cultural, seguindo a temática geral da 13ª Semana de Museus, que trouxe como eixo de discussão a questão da sustentabilidade fez, também, um debate sobre as origens da cidade de Alagoinhas com base no Patrimônio natural, que são as águas. Preocupada com um dos grandes desafios do mundo contemporâneo, discutiu com alunos e professores universitários do Instituto Federal e Baiano, IFBa  e da UNIRB, o que tem sido feito da água em nossa região.

Entre outros aspectos refletiu sobre o curso das águas de Alagoinhas a partir das seguintes questões: da origem aos dias atuais, o que temos feito pela nossa água? Qual é, de fato, a relação entre as águas e o desenvolvimento de nossa cidade? Qual é a situação atual das lagoas, rios e riachos de Alagoinhas? Como a canalização da água facilitou o desenvolvimento da cidade, possibilitando a pavimentação de bairros do centro e da periferia? Qual o papel que a água da cidade, considerada uma das melhores do mundo teve para a industrialização da cidade e a geração de emprego e renda? Como estão sendo pensados os novos conjuntos residenciais na cidade? Eles respeitam o sistema biológico e o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas? As balizas que orientam os projetos do Poder Público primam por uma sociedade sustentável? A quarta noite do Café Cultural reuniu 77 pessoas nesta discussão, entre elas, a então diretora da Secretaria de Desenvolvimento e Meio Ambiente, SEDEA, a Srª Joane Carneiro.

Em agosto de 2015 fizemos a discussão da obra de Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo e ao final daquele mês, o GEPEA concluiu o Projeto para participação da FIGAM na 9ª Primavera de Museus, que sugeriu a reflexão sobre as memórias indígenas. Mais uma vez buscamos dialogar com a história indígena local com base em pesquisas no banco de dados da Biblioteca Nacional, Arquivos Públicos e dissertações e teses produzidas por diferentes pesquisadores especialistas no tema.

Assim, entre os dias 21 e 25 de setembro de 2015 aconteceu a Primavera dos Museus com a temática Memórias Indígenas. Em paralelo, a FIGAM realizou o quinto Café Cultural cuja proposta feita pelo GEPEA foi realizar um curso para professores do estado e do município sobre a inclusão dessa temática no ensino de História. Durante o minicurso, que teve a participação de aproximadamente vinte professores, discutimos a representação indígena nos manuais didáticos, a trajetória dos povos indígenas que ocuparam essa região e elaboramos um documento que foi entregue a SEDUC propondo a inclusão da temática na jornada pedagógica do ano de 2016.

No início de outubro daquele ano o GEPEA organizou e realizou na FIGAM uma palestra intitulada “como abordar a história indígena em sala de aula”, com a participação, na condição de palestrante do professor Dr. André de Almeida Rego, especialista em pesquisa sobre os povos indígenas na Bahia. Em novembro e dezembro de 2015 foram feitos os contatos com a SEDUC para a participação do GEPEA na jornada Pedagógica. A Secretaria acatou a proposta elaborada pelo GEPEA e firmamos parceria através da FIGAM/CENDOMA.

 Iniciamos o ano de 2016, portanto, organizando a nossa participação Jornada Pedagógica do município. A equipe pedagógica da SEDUC incorporou a proposta do GEPEA como subtema para primeira unidade letiva e os professores de toda rede, desde a pré-escola até o ensino Fundamental II receberam formação para desenvolver o projeto em sala de aula.

Em abril de 2016 elaboramos a proposta da o 6º Café Cultural da FIGAM, seguindo a indicação temática do IBRAM, o GEPEA discutiu as paisagens culturais de Alagoinhas em doze comunicações orais: Paisagem e Arte: Alagoinhas, seus artistas e a constituição de uma paisagem que se quer lembrar; Alagoinhas, uma cidade histórica!(?): instrumentos de identificação, documentação e salvaguarda da paisagem cultural de Alagoinhas; Alagoinhas e o parcelamento urbano no final do século XIX e início do século XX: planejamento e ação de um grupo dirigente; O povo e a paisagem urbana de Alagoinhas nos anos 20: dilemas de sobrevivência numa cidade que se quer moderna; A paisagem da escravidão: História, Literatura, Memória e os silenciamentos sobre os escravos em Alagoinhas; Escola Profissional Ferroviária de Alagoinhas, transformação da cidade?; Memórias de um tempo: Alagoinhas, urbe revisitada através de crônicas impressas e textos online; Memória, cultura e política: a arquitetura do poder sobre a paisagem urbana e rural de Alagoinhas durante os anos do Governo Vargas; Esporte, paisagem e geografia humana: configurações de um operariado urbano na Alagoinhas da década de 50; A paisagem do risco: saúde, saneamento, problemas ambientais e suas relações com a vulnerabilidade social na zona rural e nos bairros de Alagoinhas; Urbanização, industrialização e desenvolvimento sustentável: dilemas e convergências entre empresariado, Poder Público e comunidade na Alagoinhas de hoje; A natureza e os monumentos naturais de Alagoinhas: onde estão, para onde vão?

A sétima e última edição do Café Cultural foi realizada em setembro de 2016.  Nessa edição o GEPEA explorou a relação história/teatro. Em função disso, intitulamos o 7º Café Cultural da FIGAM com o tema (Em) Cenas/Ações historiográficas. A nossa programação foi pensada com muito carinho e desejo de problematizar alguns aspectos sobre a nossa cidade, especialmente aqueles relacionados à escravidão, ao candomblé, à prostituição e, dialogando com a temática do IBRAM, a economia criativa.

Convidamos a professora graduanda em História e atriz Bruna Meyer e ator Elialdo Batista para construírem um espetáculo com base nas pesquisas desenvolvidas por Aline Gonçalves Najara, atual coordenadora da terceira linha de Pesquisa do GEPEA. Os temas encenados foram: Aprisionamentos de uma carta de alforria: Laureano e outros pretos na Vila de Santo Antônio da Alagoinhas; Façanhas e bravatas das prostitutas em Alagoinhas: a disciplinarização do uso das ruas no início do século XX e Tambores e T(r)emores do Candomblé. Convidamos também a representante do povo de santo, Mãe Rosa de Oya e as pesquisadoras Aline Najara e Jocélia Novaes para dialogar com o público estudantil sobre o tema.

Atendendo a sugestão do IBRAM que naquele ano escolheu o tema Museus, memória e Economia da Cultura, o GEPEA optou por fazer esta discussão a partir do gestão/papel do Conselho de Cultura versus Gestão/papel do Poder Público na cidade abordando os caminhos e descaminhos que o segmento Cultural tem enfrentado. 

Em 2017 nos programamos para trabalhar com a relação entre a cidade de Alagoinhas e os movimentos revolucionários de Canudos e de 1930. Queríamos problematizar o papel assumido pela cidade me dois momentos históricos diferentes, sobretudo pela sua condição de entreposto ferroviário que facilitava a passagem de tropas para ambos os embates. Infelizmente, não pudemos concretizar o projeto no início do ano, mas o mesmo permanece em fase de maturação.

Em e fevereiro de 2017 participamos da organização e realizamos a Jornada Pedagógica de Aramari, cuja temática foi, também, as identidades culturais da região. Desenvolvemos textos que serviram de base para a formação dos professores e realizamos oficinas formativas durante a jornada.

Em março, diante das reformas empreendidas no Ensino Médio no ano de 2016 e do crescimento do Movimento Escola Sem Partido em todo o Brasil lançamos a proposta de organizar o 1º Fórum dos professores de História e Geografia de Alagoinhas, transformado agora em Fórum dos Professores de Filosofia e Ciências Humanas de Alagoinhas e Região. O evento, realizado em abril de 2017 reuniu mais de 150 pessoas no Centro de Cultura de Alagoinhas e contou com a participação de estudantes da rede Pública e particular de ensino, graduando e pós-graduando e professores da Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal da Bahia e Instituto Federal Baiano.

O 1º Fórum dos Professores de História e Geografia de Alagoinhas, intitulado Escola Sem Partido e Sem História: as reformas do Ensino Médio ameaçam a Democracia? teve por objetivo discutir, em nível local, as mudanças promovidas pela MP 746/2016 no Ensino Médio e a omissão acerca da obrigatoriedade das disciplinas História e Geografia neste nível de ensino. Além disso, debatemos as proposições do movimento Escola Sem Partido e o impacto de suas reivindicações, especialmente sobre o trabalho docente na Educação Básica. 

Como resultado, elaboramos uma carta aberta que foi encaminhada a diferentes Instituições e começamos a participar da Frente Baiana Contra a Escola Sem Partido através da doutoranda Iracélli Alves, que atualmente integra o GEPEA. Estamos atualmente organizando diferentes Grupos de Trabalho para dar continuidade ao nosso projeto de formação de professores e organizando a nossa participação em diferentes escolas, inclusive de outras cidades, bem como a organização da segunda edição do Fórum.

 

 

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